
Ontem, no caminho de volta pra casa deparei-me com uma situação na qual nunca havia passado. Uma garota entre 15 a 18 anos, mal vestida em um dos dias mais frios desse inverno, me aborda e me pede se eu posso lhe dar R$2,00 para ela comprar um pastel. Eu a única coisa que tinha em meus bolsos eram meu celular, as chaves de casa e minha passagem estudantil. Realmente não possuía este valor para lhe dar, mas mesmo se tivesse não iria lhe dar. Alguns podem me taxar como mão de vaca, individualista ou qualquer outra coisa do gênero, mas será que realmente ela iria comprar um pastel? Quem sabe iria. Quem sabe ela estava com fome. Mas talvez ela fosse comprar drogas. Se eu tivesse esse dinheiro em mãos não a daria, mas eu iria comprar um pastel e lhe entregaria em mãos.
Contudo com esta situação, comecei a refletir: como pode alguns ter tanto e outros chegarem àquele ponto da condição humana? É frustrante! E situações como esta já estão banalizadas e passam despercebidas pela grande maioria da população.
Outra questão que comecei a refletir foi a respeito das nossas ações diárias. Nós vivemos reclamando de tudo. No entanto, por mais que tenhamos inúmeros obstáculos que dificultam nosso cotidiano, temos ainda condições de termos condições dignas de se viver.
Por mais que o sistema político econômico exclua e destrua vidas, nós vivemos reclamando de “barriga cheia”! Ao invés de reclamarmos de cansaço, por ter tido uma jornada de trabalho extremamente longa, devíamos exigir que todos tivessem um espaço para trabalhar e deste trabalho adquirir seu sustento, para não precisarem mendigar alguns centavos para comprar alguma coisa pra enganar sua fome.
Somos uma sociedade fútil, que se preocupa, na maioria das vezes, com os problemas mais banais que podem existir. Enquanto nós estamos reclamando do frio, mesmo estando com vastas camadas de roupa, quantas pessoas estão nas ruas sem ter um casaco para vestir. Estão abrigando-se debaixo de viadutos, marquises, enrolados em jornais e outros acessórios utilizados como isolantes térmicos. Quais serão as primeiras vitimas da Gripe A (H1N1)? Nós que possuímos imunidade para resistir ao vírus ou estas pessoas que estão reféns do frio e da fome? Elas terão o mesmo atendimento que nós teríamos? Vamos esperar pra ver, mas nós por mais que relutemos já sabemos as respostas destas questões.
E não fiquem com pena destas pessoas. Fiquem com raiva! Não delas, é claro! Mas deste sistema político e econômico que estamos submetidos, no qual exclui e destrói vidas.
Contudo com esta situação, comecei a refletir: como pode alguns ter tanto e outros chegarem àquele ponto da condição humana? É frustrante! E situações como esta já estão banalizadas e passam despercebidas pela grande maioria da população.
Outra questão que comecei a refletir foi a respeito das nossas ações diárias. Nós vivemos reclamando de tudo. No entanto, por mais que tenhamos inúmeros obstáculos que dificultam nosso cotidiano, temos ainda condições de termos condições dignas de se viver.
Por mais que o sistema político econômico exclua e destrua vidas, nós vivemos reclamando de “barriga cheia”! Ao invés de reclamarmos de cansaço, por ter tido uma jornada de trabalho extremamente longa, devíamos exigir que todos tivessem um espaço para trabalhar e deste trabalho adquirir seu sustento, para não precisarem mendigar alguns centavos para comprar alguma coisa pra enganar sua fome.
Somos uma sociedade fútil, que se preocupa, na maioria das vezes, com os problemas mais banais que podem existir. Enquanto nós estamos reclamando do frio, mesmo estando com vastas camadas de roupa, quantas pessoas estão nas ruas sem ter um casaco para vestir. Estão abrigando-se debaixo de viadutos, marquises, enrolados em jornais e outros acessórios utilizados como isolantes térmicos. Quais serão as primeiras vitimas da Gripe A (H1N1)? Nós que possuímos imunidade para resistir ao vírus ou estas pessoas que estão reféns do frio e da fome? Elas terão o mesmo atendimento que nós teríamos? Vamos esperar pra ver, mas nós por mais que relutemos já sabemos as respostas destas questões.
E não fiquem com pena destas pessoas. Fiquem com raiva! Não delas, é claro! Mas deste sistema político e econômico que estamos submetidos, no qual exclui e destrói vidas.
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