sexta-feira, 31 de julho de 2009

Uma análise do diploma...um tempo depois da adoção da não obrigatoriedade



A Universidade de Passo Fundo adiou para o dia 17 de agosto o início do segundo semestre de 2009. Essa medida foi adotada, pela segunda vez, em virtude da expansão dos casos da gripe A (H1N1) no Rio Grande do Sul. Atitude errônea, em minha opinião, pois estão apenas adiando um problema que terá que ser enfrentado. Mas neste dia de regresso às atividades acadêmicas, completam dois meses que nosso “amado” Gilmar Mendes, comparou os jornalistas com cozinheiros e assim definiu juntamente com mais sete ignorantes, os quais também pensam que comunicar a sociedade é como cozinhar!
Essa revista (imagem acima) elaborei no dia 17 de junho, onde esta tropa de ignorantes, os quais conseguem fazer tais comparações, definiram não ser mais obrigatório a exigência do diploma de jornalismo. Na noite dessa data, fui para a faculdade, como faço todas as noites, e lá recebi a triste noticia, vendo uma colega quase aos prantos e o desanimo evidente tanto para meus colegas e para meus professores. A disciplina daquela noite era Planejamento gráfico em Jornalismo, uma das ultimas aulas do semestre, onde a atividade era elaborar duas páginas espelhadas de uma revista. Eu que já trabalho com planejamento gráfico, não vi dificuldades em fazer o trabalho, mas o que me preocupava era qual tema deveria abordar? Vendo uma colega ao lado comentando que iria desistir do curso e iria fazer Direito, assim como demais colegas que cogitavam fazer qualquer outro curso que fosse, vi que o desapontamento diante tal medida havia sido implantado dentre a turma. Desse modo, foi vendo a indignação dos meus colegas que elaborei a revista em defesa do diploma de jornalismo e em defesa dos sonhos de todos os meus colegas daquela disciplina e de todos os outros que fazem Comunicação Social- habilitação em Jornalismo.
Muitos de nós batalhamos o dia todo para conseguir pagar a instituição acadêmica, que cá entre nós: na UPF é uma legitima facada!, vamos para a faculdade todos os dias e até aos sábados de manhã. Perdemos noites de sono e descanso para aperfeiçoarmos nossos conhecimentos, lendo e estudando. Alguns fazem mais de 100km por dia, para um dia ter uma profissão, um canudo, que representa mais do que uma conquista: a tua profissão!
Agora nosso diploma não tem mais significado no mercado de trabalho. Quem quiser pode brincar de cozinheiro... digo, jornalista. Será? Temos excelentes profissionais não graduados em jornalismo que desempenham esta atividade melhor do que muitos jornalistas que compraram seu diploma. Mas não foi por isso, que votaram pela não obrigatoriedade do diploma. Isso nada mais é do que um jogo político e econômico para beneficiar as grandes empresas de comunicação, que não vejo necessidade de citar nomes, pois todos devem saber quais são.
Estudo com diferentes turmas no curso de jornalismo, mas observo que tenho colegas que parecem ter o jornalismo impregnando nas veias, com consciência e um ritmo de conhecimento no mesmo que a profissão exige. Assim como observo a grande maioria, que pensa que fazer jornalismo e ser um paparazzi, é falar sobre assuntos banais como a coluna social. Também vejo aqueles tão imbecis que acham que assuntos de nível social é chato, que preferem escrever futilidades, e que pensam que todas as pessoas do planeta falam a mesma língua, pensam do mesmo modo, possuem os mesmos recursos econômicos, assim como tantas outras coisas absurdas que não vou citar, pois daria varias paginas. Pessoas como estas estão quase se formando! Estão aí, indo para o mercado de trabalho, com um diploma na mão!
Aí outras pessoas que trabalham em instituições sociais, que lutam por uma sociedade mais justa, não possuem diploma, mas exercem funções relativas a comunicação com uma visão de mundo totalmente realista, que um acadêmico da área da comunicação deveriam ter, e exercem sua função em comunicação sem ter freqüentado um centro universitário.

Aí eu pergunto: DIPLOMA PRA QUE?

Não sou a favor da decisão adotada pelo Gilmar Mendes e sua corja. Mas sou a favor que as faculdades de comunicação comecem a avaliar como estão formando seus profissionais e que tipo de profissionais estão formando. E que invistam em aperfeiçoamento dos seus acadêmicos e exijam destes como se deve exigir. Fazendo com que saiam dos centros universitários com uma visão real do que é o mundo.
Podem dizer que isso é impossível! Eu acredito que não. Nossos cursos de comunicação encontram-se um grande numero de professores que não exigem dos acadêmicos como deveriam exigir, não por serem professores com pouco conhecimento, mas, acredito eu, que seja por desanimo ao verem que tipo de profissionais estão tentando entrar para a área da comunicação.
Logicamente, cada acadêmico, individualmente, terá que fazer sua avaliação de consciência, postura, enfim. Sempre irão existir aqueles que estão fazendo o curso porque não sabem o que fazer na vida ou por que querem aparecer na TV. Acham que jornalismo é meramente glamour!! Felizmente esses “tipinhos” vão ser excluídos do mercado de trabalho mesmo tendo diploma. E sabem o que eles vão alegar para justificar que não conseguem se inserir no mercado de trabalho? Eles vão atribuir a culpa afirmando que uma pessoa sem graduação tirou o lugar deles.
Então, tentando finalizar este texto, a exigência do diploma de certo modo não vai excluir os bons do mercado de trabalho, pois para quem tem uma visão real e consciente de mundo, dedica-se, aperfeiçoa-se e é bom na função que desempenha sempre terá seu lugar. Já os mauricinhos e patricinhas que pensam que tudo são flores, glamour e que tudo funciona do modo que eles querem, vão quebrar a cara sempre.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

PÔR DO SOL


Em uma gelida final da tarde no Campus I da
Universidade de Passo Fundo.
Exercício de fotográfia.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Maluca definição

Crônica é um gênero textual que no meu ponto de vista é necessária inspiração para iniciar um bom texto. Pois bem! O que me trouxe inspiração foi a falta de inspiração. Meio confuso isso. Mas qualquer fato pode ser motivo para inspiração. Já li diversas crônicas, mas não encontrei nenhuma que fizesse-me entender uma ordem lógica de iniciar um texto deste gênero. Então percebi que era simplesmente escrever qualquer coisa. Bom, então comecei a pensar na vida. Fazemos tantas coisas que as vezes me pergunto como tivemos tal capacidade. Existem muitas coisas que me arrependo de ter feito em vida, mas há certos fatos que vivenciei que não me arrependerei jamais.
Pergunto-me o que estou fazendo neste curso (jornalismo). É meio estranho. Sempre abominei escrever. Ler é algo que desde antes iniciar o primário fui fascinada. Mas a química, a biologia, a física e a matemática sempre me encantaram, a história e a geografia então prefiro nem comentar, pois não tenho palavras para exemplificar minha adoração. Então no jornalismo deparei-me com dois desafios: esquecer as exatas e aprender escrever. No inicio foi difícil, não posso negar isso. Além destes fatos que me preocupavam, a distância da minha terra natal pesou muito. Mas passado estes obstáculos, cresci. Arranho algumas palavras em textos mal pontuados. Venci a saudade, a dor, o preconceito e a inveja. Conheci tantas pessoas especiais, que não há nada no mundo que pague o sentimento que tenho por estas pessoas.
Nos acordes, de Nenhum de nós, sobrevivi tantos obstáculos. Hoje, estou escrevendo este amontoado de palavras, que para quem ler, a primeira coisa a se pensar é: Essa pessoa esqueceu de tomar seu anti depressivo! Mas não! Quem escreve isto não é depressivo!Sabe por que?! Simples! Quem descobre a arte de redigir descobre como isso é magnífico, além de perceber que não existe melhor maneira de desabafar do que escrever algumas breves linhas, que transponham os sentimentos que correm nossa alma.
A crônica é isso é um desabafo de alegrias, tristezas, frustrações, desejos, arrependimentos, medos, dores de cotovelos, enfim, é tudo que nos faz sentir liberdade, em conseguir dizer palavras que as pessoas não querem ouvir. Quem possui uma pessoa disposta a nos ouvir quando precisamos desabafar? São raras! Eu ao menos não conheço. Mas nada que o Word, que faz até a tarefa de corrigir os erros ortográficos. Quem não possui esta ferramenta tão pratica também pode se divertir com um pedaço de papel e uma caneta ou até mesmo um lápis. O simples fato de poder transferir seus sentimentos em palavras não possui preço que pague.
Tinha duvida se essa era a carreira que deveria seguir, mas hoje tenho certeza que é uma das carreiras que mais me satisfaz. Existe algo melhor que editar um texto, um áudio ou até mesmo imagens que irão compor um vídeo? Não, não há. Logicamente que não gosto muito de fazer aparições em frete uma câmera ou até mesmo me frustro muito por gaguejar durante uma locução. Mas como qualquer profissão, está tem suas faces interessantes e frustrantes. Pessoalmente, minha preferência são os bastidores, gostaria de poder atuar em tudo algum dia, mas minha paixão é a editoração ou edição. Contudo, ainda tenho certa fobia de textos, expor nossa opinião é tão difícil em certas ocasiões. Mas sempre digo devagar e sempre. Nossa vida pode parecer injusta por algumas vezes, mas como minha mãe sempre dizia: Deus escreve certo por linhas tortas. Podemos sofrer, enfrentar obstáculos tão imensos, que nos deixam apavorados, mas quem se esforça e não possui medo de adquirir conhecimento e aprender cada vez mais, irá conseguir vencer as rochas monstruosas que estão trancando a estrada da vida.
Foi ao som de Engenheiros do Hawai que redigi estas idéias, um pouco malucas, mas com certo principio de razão. Basta interpretar bem e refletir sobre suas ações, contei um pouquinho das minhas alegrias e frustrações, medos e não arrependimentos. Podem me achar débil, mas sou consciente de que este é o espaço que posso expor minhas idéias sem medo. Crônica é isso, um desabafo, uma explanação de idéias, cada um com seu modo de redigi-la e de interpretá-la.

terça-feira, 28 de julho de 2009

FAC: um universo cultural

Para um estudante que ingressa na Universidade de Passo Fundo, se assusta ao primeiro momento, pois depara-se com um outro mundo, outras concepções de vida. Desse modo, confronta-se com formas, estilos, costumes e comportamentos distintos.
Um universo repleto não só de conhecimento teórico e prático, mas uma experiência de vida, capaz de fazer qualquer ser compreender o significado do termo “diferenças”.
Andando pelas ruas do campus, nos deparamos com inúmeras pessoas que representam posturas, padrões e comportamentos, que para muitos, são considerados estranhos, anormais. Mas a unidade que recebe mais comentários neste sentido é a Faculdade de Artes e Comunicação (FAC), pois abriga o maior número de seres, que literalmente, fazem a diferença! Cada qual com seu modo de agir, pensar e se manifestar, e assim, transpõem a sua própria normalidade. Nós, habitantes da FAC, segundo visão dos demais acadêmicos deste universo universitário, somos os anormais, os loucos e os estranhos. Somos mesmo! Vivemos mesmos nossas loucuras e nossas anormalidades sadias. Somos felizes do modo com que nos expressamos. Somos únicos! Cada um se distingue com alguma peculiaridade. E assim, não engrossamos a grande massa dos “normais”, que seguem como zumbis formados pela sociedade.
Por isso, temos orgulho de fazer parte da anormalidade, da loucura que predomina nesse planeta que a FAC se torna. Mas, possuímos mais orgulho de saber que nos destacando nas nossas formas de manifestações, todos sem exceções, buscamos o principal o conhecimento e cultivamos o sonho de que com arte, cultura e comunicação, iremos transformar o planeta terra, e mostrar que com nossas diferenças iremos banir a exclusão e iremos construir a inclusão.
Acreditamos que é com as nossas diferenças que iremos fazer a diferença!
Podem rir, debochar do nosso jeitinho peculiar de ser, pois sabemos que nós estamos mostrando e nos expressando de uma forma única e não estamos seguindo as normas e as regras desta sociedade selvagem.
Crônica brevemente publicada na 3ºedição da série Cronicas Faquianas

sexta-feira, 24 de julho de 2009

TRISTE REALIDADE


Ontem, no caminho de volta pra casa deparei-me com uma situação na qual nunca havia passado. Uma garota entre 15 a 18 anos, mal vestida em um dos dias mais frios desse inverno, me aborda e me pede se eu posso lhe dar R$2,00 para ela comprar um pastel. Eu a única coisa que tinha em meus bolsos eram meu celular, as chaves de casa e minha passagem estudantil. Realmente não possuía este valor para lhe dar, mas mesmo se tivesse não iria lhe dar. Alguns podem me taxar como mão de vaca, individualista ou qualquer outra coisa do gênero, mas será que realmente ela iria comprar um pastel? Quem sabe iria. Quem sabe ela estava com fome. Mas talvez ela fosse comprar drogas. Se eu tivesse esse dinheiro em mãos não a daria, mas eu iria comprar um pastel e lhe entregaria em mãos.
Contudo com esta situação, comecei a refletir: como pode alguns ter tanto e outros chegarem àquele ponto da condição humana? É frustrante! E situações como esta já estão banalizadas e passam despercebidas pela grande maioria da população.
Outra questão que comecei a refletir foi a respeito das nossas ações diárias. Nós vivemos reclamando de tudo. No entanto, por mais que tenhamos inúmeros obstáculos que dificultam nosso cotidiano, temos ainda condições de termos condições dignas de se viver.
Por mais que o sistema político econômico exclua e destrua vidas, nós vivemos reclamando de “barriga cheia”! Ao invés de reclamarmos de cansaço, por ter tido uma jornada de trabalho extremamente longa, devíamos exigir que todos tivessem um espaço para trabalhar e deste trabalho adquirir seu sustento, para não precisarem mendigar alguns centavos para comprar alguma coisa pra enganar sua fome.
Somos uma sociedade fútil, que se preocupa, na maioria das vezes, com os problemas mais banais que podem existir. Enquanto nós estamos reclamando do frio, mesmo estando com vastas camadas de roupa, quantas pessoas estão nas ruas sem ter um casaco para vestir. Estão abrigando-se debaixo de viadutos, marquises, enrolados em jornais e outros acessórios utilizados como isolantes térmicos. Quais serão as primeiras vitimas da Gripe A (H1N1)? Nós que possuímos imunidade para resistir ao vírus ou estas pessoas que estão reféns do frio e da fome? Elas terão o mesmo atendimento que nós teríamos? Vamos esperar pra ver, mas nós por mais que relutemos já sabemos as respostas destas questões.
E não fiquem com pena destas pessoas. Fiquem com raiva! Não delas, é claro! Mas deste sistema político e econômico que estamos submetidos, no qual exclui e destrói vidas.


quinta-feira, 16 de julho de 2009

Harry Potter e o Enigma do Príncipe: outra decepção aos leitores

Esta semana estreia nos cinemas o sexto filme da saga do bruxinho mais famoso do mundo. Harry Potter e o Enigma do príncipe é a adaptação da penúltima obra de J.K Rowling, que veio às telas do cinema mundial com a mesma particularidade dos longas anteriores: uma decepção aos leitores da série! Ao menos para mim!
Como leitora assídua de todos os livros da série, considero um fracasso suas reproduções audiovisuais, pois os longas não trazem a verdadeira essência de emoção que a leitura da narrativa proporciona. Meu papel aqui não é apenas como o de uma fã decepcionada com as adaptações das aventuras de Harry nas telas, mas de crítica aos fãs que nunca deram-se ao prazer de desfrutar da leitura deste enredo. A visão que os leitores da saga possuem sobre as reproduções cinematográficas é totalmente contrária ao espetáculo que a mídia faz sobre elas.
Além das tramas não reproduzirem com a mesma ênfase as ações perceptíveis nos livros, a superficialidade também é reconhecida como característica marcante. Mas como a população possui uma preguiça absurdamente imensa, contenta-se com a superficialidade dos longas. Então apresento aqui minha visão crítica não simplesmente dos filmes que reproduzem a saga, mas também em relação das práticas leitoras que a sociedade efetua.
Muitas pessoas iriam me falar que não perderiam seu precioso tempo lendo obras como esta, e sim que há obras mais importantes que merecem mais atenção do que esta. Eu concordaria plenamente! Esta é uma leitura de prazer, descanso, que as realizei durante minha adolescência. Mas minha crítica aqui não é para lerem essencialmente ficções como as de Rowling, mas é mostrar que se as pessoas contentam-se com o mínimo de aventura transmitida pelas obras cinematográficas para não lerem os livros da saga, imagina se assim irão dedicar-se a realização de outras obras essencialmente mais importantes de cunho cultural, filosófico, político e social. A questão central é: Se a sociedade não realiza leituras para seu lazer com as ficções será mais difícil ainda realizar outras leituras para seu conhecimento cientifico - cultural.
Para muitos a obra Harry Potter é uma grande idiotice e perda de tempo, tanto a obra literária como a cinematográfica, neste aspecto discordo. Pode ser muita ficção para muito sucesso, mas é necessário saber ler as entrelinhas presentes nas irrealidades narradas pela trama. Questões como disputa de poder, fama, popularidade, preconceitos em todas a s suas formas, coragem, força, justiça, injustiça e tantas outras questões que estão acontecendo diante de nós a todos os momentos são relatados na saga de uma forma mágica e fantasiosa.
Não é simplesmente ler ou assistir um filme desta série, é necessário fazer uma leitura do que está intrinsecamente dito nas entrelinhas desta fantástica saga deste menino que apenas chegou a seu objetivo, não por possuir poderes além do normal para um bruxo de sua idade, mas por lutar pelos seus objetivos e unir forças para alcançá-los.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Romeo+Juliet: Um retrato da realidade

O longa metragem, adaptado da tragédia romântica de Shakespeare, Romeo+Juliet, traz em sua principal essência, a narrativa adaptada para uma visão atual. O cenário da ação é cidade fictícia de Verona Beach. O desenrolar da trama inicia com uma apresentadora de telejornalismo anunciando que do amor oriundo de dois jovens de duas famílias rivais, Montéquios e Capuletos, poderá gerar trágicas conseqüências. Estas duas famílias possuem rixas históricas, que não cessam, mas mesmo esta situação não impede que Romeo (Leonardo Dicaprio) um Montéquio e, Juliet (Claire Danes) uma Capuleto, apaixonem-se um pelo outro.
A narrativa, totalmente futurista, em comparação com o enredo original, traz ao invés de espadas, pistolas, mostrando, dessa forma elemento fundamental que demarca a narrativa como futurista em relação com as anteriores. Juliet pertence a uma família de grandes empreendedores da industria, o que também demarca como elemento de significativa importância, já que troca-se o sistema feudal para o sistema capitalista industrial. No desenrolar da história, não aborda-se quais eram as atividades econômicas exercidas pela família de Romeo, mas subentende-se que as duas famílias são rivais por disputa de poder econômico. Já que a cidade é dominada pelo poder empresarial dessas duas famílias.
Desse modo, com as características citadas acima, o enredo trabalhado remete-nos a uma ideia neobarroca, ou seja, muda-se o ambiente da trama de um cenário mais arcaico, com sistemas de produção e dominação diferentes, para um ambiente atual, incorporando a narrativa aos costumes, à cultura e ao sistema de produção e de dominação atuais.
Além destas questões abordadas, a trama apresenta questões preponderantes como, até que proporções uma disputa de poder ou de qualquer outro gênero podem interferir no livre arbítrio das pessoas; Se existe, realmente, um amor tão profundo entre duas pessoas, que pode levar a morte de um pelo outro, ainda mais em meio a um ambiente tão conturbado. Esta questão pode-se ser compreendida como extremamente preponderante, já que a sociedade encontra-se em uma corrida obsessiva por poder, e pelo próprio sobreviver e, desse modo, já não desempenha mais valores humanísticos como este abordado na ação.
Outra ideia que também podemos desenvolver é que por mais que os anos passem, eras revolucionem nosso sistema produtivo, a história sempre vem repetindo-se. Estamos em meio a uma crise econômica mundial, as bolsas de valores escaparam por pouco de grandes quebras, mesmo assim inúmeras empresas não escaparam da desvalorização de suas ações ou mesmo foram a falências. Situação semelhante ocorreu em 1929 com o histórico crack da bolsa de valores de New York. Onde os Eua entraram em profunda depressão, isso sem mencionar nos demais países. O mesmo ocorre hoje, a crise que se originou nos EUA, trouxe efeitos para todas as nações.
Por mais que não esteja declarado vivemos uma guerra mundial. Que não afeta todos os países com intervenções bélicas, mas sim com crises diplomáticas. Assim a disputa de poder entre Montéquios e Capuletos foi apenas um modo literário de Shakespeare trazer para a sociedade aquilo que ela simplesmente procura ignorar. O planeta desenrola suas ações sob disputas de poder, um procura ser melhor do que o outro. Um não aceita as decisões dos outros. E assim o livre arbítrio de inocentes é interferido diariamente por questões como esta. Exemplificando: Um médico que se gradue em Cuba não pode vir exercer sua profissão no Brasil, pois seu diploma não é aceito, contudo um médico graduado nos EUA pode sem nenhuma restrição desempenhar esta atividade no Brasil. A alegação é que a medicina cubana não possui o mesmo método curativo do que a brasileira. Já a norte-americana coincide com os mesmos princípios aqui utilizados. Mas a questão é outra: é simples e puramente política. Não basta a todos os embargos e as falácias sobre o sistema econômico cubano, o preconceito sobre seu sistema espalhou-se pelo mundo todo. Simplesmente por que ele pode fazer com que grandes corporações percam sua hegemonia mercantil.
Aqui não estou defendendo o sistema econômico e político cubano, pois em alguns pontos também discordo, mas questiono: Por que em tantos anos de socialismo implantado na ilha, a população não rebelou-se? Pois, por mais que um governo autoritário reprima uma sociedade, em determinada situação a população irá se revoltar. Será que isso ainda não aconteceu, devido ao fato de que a sociedade possua condições sociais, econômicas e culturais, além de organizar-se de modo que este sistema ainda exista por que lhes ofereça estas condições básicas sociais? O sistema de saúde cubano é conhecido como um dos melhores do mundo, pois é preventivo. E sua população possui acesso a esse sistema. A questão central seria trazer estas condições educacionais, também muito elogiadas, de saúde e culturais para a sociedade, aliada a desenvolvimento tecnológico, fator pouco presente da nação cubana, já que para o desenvolvimento destas tecnologias são necessários altos investimentos, o que traria menos investimentos em saúde, educação, fatores essenciais para uma sociedade.
Depois dessa exemplificação, podemos fazer a seguinte analise: As rixas históricas entre EUA e Cuba são basicamente semelhantes às rixas das duas famílias Capuletos e Montéquios. São meras disputas de poder, onde cada um procura induzir a sua ideologia, o seu modo de pensar, de agir e de se comportar, e a sociedade é quem mais sofre com esta disputa.
Romeo e Juliet pode parecer um clássico meloso, mas nada mais é do que o retrato da disputa ideológica do poder vivenciada no planeta, que se enquadra tanto na época que Shakespeare produziu sua narrativa e, até para o enquadramento da sociedade hoje. A lição que podemos tirar desta trama e da visão da sociedade atual é simples: até que se tenham disputas de poder e o emprego de uma ideologia a força, a sociedade vai continuar a pagar o alto preço. As tragédias continuarão ocorrendo e, milhares de Romeos e Julietas irão morrer por querer enfrentar estas rixas.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Contos de Fadas: por que eles existem?

Essa frase (título) eu vi na página do Orkut de uma colega minha. Desde então fiquei pensando: Contos de fadas? Por que eles existem? Simples! Eles existem para calar as pessoas, para elas viverem em seu mundinho imaginário Tamanho da fontede sonhos e fantasias que realmente nunca irão acontecer.
Vivemos a procura de príncipes encantados, queremos ser princesas e viver em reinos mágicos, o mundo se prende na fantasia do irreal, para não ver as atrocidades que o planeta está sofrendo. Somos a legitima sociedade do bláblá, falamos, fazemos campanhas de conscientização e utilizamos milhares de outras ferramentas, mas os problemas que cercam a sociedade estão aí e cada vez mais intensos. E o que fazemos para alterar esta situação? Simplesmente nada. Vivemos no mundo das fantasias, daquilo que poderia acontecer e não fazemos nada a respeito daquilo que está acontecendo.
Sonhar é algo lindo, maravilhoso. Mas é sonho! Enquanto deliramos os fatos reais estão aí acontecendo. A sociedade precisa sair da fantasia, precisa interpretar as novelas e não se deter em quem vai casar com quem, ou até em quem vai ser a próxima vitima. Nós somos as vitimas. Somos roubados, torturados, estuprados, pela insana corrida ao consumo e ao poder.
É frustrante que as pessoas sejam tão burras, idiotas, ingênuas, sem mencionar em cegas, surdas e mudas. Mas essa é a realidade da mentalidade da maioria das pessoas da sociedade. Os problemas estão visíveis em nosso dia-a-dia, mas nós fingimos não vê-los. Nunca iremos ver uma gata borralheira se transformar em uma cinderela. Os problemas sociais designam qual será a nossa posição: se seremos realeza ou plebéias. Sonhar é bom e não custa nada. Contudo, não podemos viver com um sonho de um dia vivenciarmos um conto de fadas. A realidade está fumegando injustiças, incertezas e irrealidades. Existem várias organizações que vivem discutindo as problemáticas sociais. Infelizmente, apenas discutem. Ação e resolução são palavras extintas de qualquer atitude de mudança. Pois isso não está presente em nenhuma prática da sociedade. O planeta vive em meio ao caos e nada é feito para que ocorram mudanças que corrijam os problemas que o assolam. O que será necessário acontecer para que estas questões sejam resolvidas? Pense nisso!

domingo, 12 de julho de 2009

Crepúsculo

Essa postagem abaixo foi uma recriação da capa do DVD do filme crepúsculo. Recriar capaz de DVD é uma atividade muito importante, pois além de você desenvolver sua criatividade imaginativa sobre um filme que já viu ou ainda não, desenvolve nossas habilidades técnicas no Photoshop.

Essa foi a primeira capa de DVD que produzi, é do filme crepúsculo. Nela procurei englobar elementos tanto do filme, como com características do livro. Digamos que não está uma perfeição, ainda mais se comparado com a obra literária ou cinematográfica, que são divinas em minha opinião. Estou lendo a obra de Stephenie Meyer, posso denominá-la como fantástica. Em breve postarei uma resenha sobre o livro e o filme, adianto aqui apenas a capa do DVD.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Solidão: O mal da humanidade

Ainnnnnnnnnnn, minha vontade é de gritaaaaaaaaaaaaar. Oh solidão cruel! A menos de seis meses estava repleta de pessoas ao meu lado rindo, brincando e agora estou completamente só. Imersa no meu mundo de incertezas cruéis que rompem minha alma. Isso deixa-me indignada com a existência.

    Nunca imaginei que pudesse ser tão doloroso se ver só. Imaginava que isso significasse algo bom, mas deparei-me em uma situação apavorante. Sempre me imaginava num futuro cultivando minha solidão como algo prazeroso e independente, mas até onde isso é produtivo? Como iremos rir, brincar, debater, até mesmo brigar? Meu ceticismo neste aspecto era totalmente onipotente, mas estou começando a colocá-lo em duvida. Sempre observei a solidão como um elemento chave para fundamentar a independência, ma vi que enganava-me imensamente.

Nossa vida é um período tão curto e não damos valor para os fatos que ocorrem nela, muito menos para as pessoas que passam por nós. O que podemos ver é que os valores humanos estão morrendo. Estamos imersos num mundo onde é cada um por si e Deus para todos.

A humanidade caminha para a solidão. Hoje muitas vezes podemos estar cercada de pessoas, e mesmo assim continuamos nos sentindo só. Isso acontece por que não existe mais respeito pelos sentimentos e pelos seres que nos rodeiam. A competição é uma característica presente nas atitudes da sociedade e isso fortalece ainda mais o individualismo e a onipresença da solidão como elemento predominante na vida dos habitantes dessa sociedade.

Onde foi parar a amizade, o companheirismo, a solidariedade e tantos outros sentimentos que trazem felicidade e elevam a autoestima das pessoas? Acredito que estes sentimentos estão entrando para a lista da extinção. Só acredito numa coisa, até que os grupinhos de amigos, as rodas de mate e todas as outras pessoas que compõem a sociedade não se unirem o mundo irá para o abismo da extinção da vida.


 


 

Que se fodam!

A sociedade é uma catástrofe! Não evolui apenas involui. Possuímos técnicas e processos produtivos que poderiam trazer a sociedade aspectos essências para que se tenha efetivamente qualidade de vida. As pessoas batalham. Esforçam-se. Mas poucas conseguem realizar suas pretensões, já quem menos tem atitude, boa vontade, motivação, interesse e dedicação conseguem facilmente aquilo que muitos sofrem tanto para conquistar ou que nem conseguem.

A vida não é um mar de rosas, muito menos um conto de fadas. Aquilo que almejamos, nem sempre acontece como pretendemos. A vida é dura. Enquanto nos dedicamos ao máximo àquilo que sonhamos e temos interesse, somos barrados pela ineficiência de muitos. Somos aquilo que queremos ser, mas não no tempo que desejamos. A vida é extremamente injusta, os merecedores não recebem pelos seus méritos, já aqueles que não se esforçam ganham tudo o que não merecem.


 


 

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Amor? Ele existe?

"Não existe amor, não existe paixão existem apenas interesses e instintos fisiológicos." Esta celebre frase, foi proferida por uma acadêmica depressiva. Parece simplesmente manha da autora, mas existe seu principio de razão. Realmente existe um amor, daqueles em que a química entre duas pessoas é tão extrema, capaz de resultar em loucuras? Acredito que exista somente em sonhos e fantasias.

    As pessoas estão cada vez mais frias. Imunes a qualquer sentimento que traga-lhes calor humanitário. Mas inúmeros seres de nossa sociedade sonham, ainda, com seu príncipe encantado ou com suas princesas. Contudo princesas não existem e os príncipes ainda estão e, permanecerão, para o resto da eternidade na forma de sapos. Podemos sonhar, ou nos induzirmos por mensagens enviadas pelos veículos de comunicação, mas a verdade dos fatos é que vivemos a realidade e ao mesmo tempo sonhamos com um mundo imaginário que preencha nosso vazio interior.

    Estamos cada vez mais sozinhos, somos usados e hostilizados sem nenhum pudor. Ninguém mais se preocupa com sentimento mutuo. O que existe é simplesmente interesse. Este, podemos afirmar que é o sentimento que move as civilizações. É fator que rege e coordena todos os outros sentimentos capazes de trazer calor humano e valorização.

    Por isso, concordo plenamente com a autora da frase, não existe mais amor, paixão, amizade e sinceridade, existe apenas interesse, e quando pensamos possa existir amor ou paixão em um relacionamento, isso nada mais é do que instintos fisiológicos que movem as pessoas a dar continuidade a sociedade. Não se engane o príncipe encantado nunca deixou de ser sapo, ele apenas veste uma fantasia para te enganar. O verdadeiro ser interior deste príncipe continuará sendo um sapo, mas não é o coitadinho da história, é apenas o astuto que consegue tirar proveito destas situações em que você pensa que está vivenciando uma realidade, mas simplesmente está divagando na penumbra de suas ilusões.

    O mundo é feio. Repleto de sentimentos maldosos que trazem dor, sofrimento e tragédia no intimo de cada ser. Estamos sozinhos neste mundo, não temos ninguém nos ame como queremos. Contudo, isso não é motivo para pânico, simplesmente é um dos motivos para que cada um faça algo para que esta situação altere-se. Não é difícil. Vamos semear um pouco de valores e sentimentos nos simples atos do nosso dia-a-dia. E o principal vamos tentar em meio a esta conturbada realidade viver intensamente e feliz.


 

Cássia Paula Colla