sexta-feira, 29 de julho de 2011

1º Conferência Municipal de Juventude



Em reunião com o prefeito Airton Dipp nesta quinta-feira, 28, o coordenador da Coordenadoria da Juventude de Passo Fundo, Álvaro Lotermann, apresentou a Comissão Organizadora da 1ª Conferência Municipal de Juventude, que acontecerá nos dias 29 e 30 de agosto.

Para as atividades que serão realizadas durante a Semana da Juventude,
de 29  de agosto a 04 de setembro, os jovens representantes da comunidade passo-fundense promoverão uma série de palestras e debates acerca do tema:Juventude, Desenvolvimento e Efetivação de Direitos. Dipp entende que é preciso abrir espaço para a juventude, visando uma geração forte e consciente.

Os critérios de nomeação da comissão organizadora estão no Regimento da Conferência Nacional de Juventude e preveem a representação mínima de 4 organizações da sociedade civil, 2 orgãos do Poder Executivo e 2 do Poder Legislativo.

A comissão ficou composta por representantes do Diretório Central de Estudantes (DCE) da UPF, Junior Chamber International (JCI) de Passo Fundo, Pastoral da Juventude, União Passo Fundense de Estudantes (UPE) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-Jovem). O Poder Legislativo ficou representado pelos vereadores Rui Lorenzato e Juliano Roso, e o poder executivo pelo próprio Coordenador da Juventude Álvaro Lottermann e pelo Secretário Giovani Corralo.


Conferências Livres
O Diretório Central dos Estudantes realiza no dia 11 de agosto o 1º Encontro dos Estudantes do Prouni, uma das conferências livres, que são promovidas por cada entidade que compõem a Comissão Organizadora e define linhas que serão levadas para a Conferência Municipal da Juventude.
Serviço
Nos dias 29 e 30 de agosto a Faculdade Anhanguera sediará a Conferência no turno da manhã, onde jovens de 15 à 29 anos podem participar.

domingo, 24 de julho de 2011

DE QUE É FEITO UM CONGRESSO DA UNE?



Da Revista O Viés 
Fotos: Tiago Mioto

“Nós precisamos tomar uma decisão: nós vamos ocupar a escola?”. Sim!, foi a resposta geral. E assim foi feito. Se aquela noite se mostrava movimentada para quem iria dançar ou beber na Praça Universitária, parecia que dali para frente ela também seria movimentada para quem ainda procurava onde dormir durante o 52º Congresso da União Nacional dos Estudantes.


Dias antes, centenas de estudantes já embarcavam em ônibus por todo o Brasil para participar do maior Congresso estudantil do país, entre os dias 14 e 17 de julho. Para muitos, Goiânia, sede do Congresso, era uma incógnita feita de duplas sertanejas e coronéis da terra. Para outros a incógnita seria o Congresso: o que poderia se esperar de um Congresso organizado pela UNE?

A UNE que ia às ruas lutar pelos estudantes e por toda a sociedade parece morta. Hoje a entidade parece entorpecida pelo governismo de Lula e Dilma, não sabendo aceitar muito bem as suas próprias contradições e se utilizando dos métodos mais sujos para que essas contradições permaneçam ignoradas pela maioria dos estudantes brasileiros.

Os mais saudosistas lembram de uma UNE diferente. Com participação ativa nas lutas contra a ditadura militar, pelas Diretas Já! e no Fora Collor!. Mas, a subida ao poder da UJS, União da Juventude Socialista, na entidade fez muita coisa mudar.

A União da Juventude Socialista pode ser vista como um dos braços de juventude do PC do B e com um breve resgate histórico é possível perceber o que trouxe a UNE a ser o que é atualmente.

No início da década de 90 a UNE passava a ser dirigida pela UJS. Por muitos anos a entidade continuou contrária ao governo federal, naquela época de Collor, Itamar Franco e FHC. Com Lula subindo a rampa do Palácio do Planalto em 2003 subiam também vários outros partidos e aliados, incluindo aí o PC do B. Desde então a UJS, e por consequência a UNE, está atrelada ao governo.

O Congresso da UNE, realizado de dois em dois anos, tem como finalidade definir as políticas que a entidade defenderá pelos próximos dois anos. Além disso, é eleita a nova direção da UNE – de forma proporcional, ou seja, uma direção formada por boa parte das correntes de pensamento, da situação e da oposição.

Infelizmente o Congresso não preza pela discussão aberta e plural entre correntes de pensamento divergentes. O espaço para discussão disponível é ínfimo e não seria exagero pensar que boa parte dos estudantes que foram ao Congresso voltou para casa sem nenhum ensinamento político de valor. O que teve espaço foi a reprodução de valores tão negativos para a política e para a sociedade brasileira: a omissão daqueles que detém o poder; as palavras de ordem vazias, sem fundamento político; a demagogia dos poderosos, que insistem em considerar que tudo vai bem e que aquilo que vai mal é apenas parte do processo; a hipocrisia daqueles que se dizem democráticos mas que ceifam todas as oportunidades da democracia e da voz do contraditório aparecerem.

A manutenção da UJS na presidência da UNE é parte de um processo um tanto obscuro. Para que o estudante vá como delegado e tenha poder de voto no Congresso ele precisa ter sido eleito na Universidade onde estuda. Esta forma de eleição teria um caráter de democratização da entidade, por promover eleições no plano mais próximo dos estudantes. No entanto, essa fórmula facilita também as fraudes nos processos eleitorais.

São várias as denúncias envolvendo as eleições de delegados para o Congresso. A denúncia de maior destaque dos últimos tempos aconteceu na PUC do Rio Grande do Sul. Um esquema, montado junto com o DCE da instituição, favoreceria a UJS, que tomaria para si, sem um processo transparente de eleição, todas as vagas de delegados da PUC. Em troca, a UJS, e por consequência a UNE, se manteria calada quanto ao processo de eleição para o DCE da PUC.

Esse último criticado já há muito tempo por estudantes contrários à política da atual gestão. As denúncias ganharam força depois que um grupo de estudantes decidiu manter-se firme contra as medidas do DCE e da UJS, montando e permanecendo em acampamento dentro da Universidade. Assim como na PUC, a UJS mantém sua força em dezenas de universidades particulares, principalmente. O processo da PUC mostra como funciona a lógica do grupo majoritário dentro da UNE: concentrar forças na manutenção do poder dentro da entidade.

 Em Goiânia as coisas não saíram muito do que indicava essa política rasteira praticada por grupos políticos ligados ao governo. Era nítida a vontade dos organizadores do Congresso em despolitizar ao máximo aquele espaço. Por um lado, diminuindo ao máximo os grupos de debate durante o Congresso. Por outro lado, dificultando sistematicamente a vida da chamada “Oposição de Esquerda”.

“Nós precisamos tomar uma decisão: nós vamos ocupar a escola?”. Sim!, foi a resposta geral.

Todo o primeiro dia de Congresso já havia ocorrido e centenas de estudantes ainda permaneciam sem alojamento para a noite que chegava. Foi quando a notícia de que o tão esperado alojamento tinha sido conseguido. A alegria durou pouco tempo, só até outra notícia de que aquele espaço já estava reservado chegou.

Era necessário tomar alguma providência. E a ocupação parecia a única forma de intervenção capaz de convencer a Direção da UNE de que o alojamento era questão urgente. A ocupação não ocorreu, mas a aglomeração em frente da Escola deu resultado. Depois de algumas horas, finalmente um alojamento seria fornecido. O caso é um bom exemplo do descaso dos organizadores com os grupos contrários à Direção da UNE.

O processo “democrático” defendido pela Direção mostrava-se um grande engodo. Nos dias seguintes nada parecia alterar essa visão. Até que, na tarde do penúltimo dia, ocorreu uma grande surpresa: a bancada da chamada “Frente de Oposição de Esquerda”, FOE, parecia inchada.

Notícias davam conta de que, no Congresso anterior, em 2009, a FOE era um grupo correspondente a 10% do Congresso. Já neste 52º Congresso ela aparecia tendo quase o dobro disso. Esse movimento mostrou nova vibração no Movimento Estudantil brasileiro. Um movimento verdadeiramente independente do governo, capaz de reconhecer suas qualidades sem deixar de fazer todas as críticas necessárias.

Este Movimento pareceu ser a única fonte de esperança dentro de um Congresso apático. Um movimento também com suas contradições, mas com qualidade suficiente para fazer o enfrentamento ao governo. Os dois últimos dias eram reservados à votação, e a força da UJS e suas adjacências governistas (grupos do PMDB, PT, PDT), com quase três quartos da Plenária, era imbatível. Tudo saiu conforme o planejado para o grupo majoritário que controla a UNE há duas décadas, mas o crescimento de uma bancada forte de Oposição de Esquerda na UNE trouxe esperança. De que é feito um Congresso da UNE? De apatia, mas também de boas perspectivas para um movimento estudantil que honre a história da União Nacional dos Estudantes.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Para militares, estupro em quartel de Santa Maria foi ‘brincadeira’ entre colegas

Nada mais repugnante do que o estupro. Um crime que passa sem punição e milhares de vítimas ficam a merce das fragilidades psicológicas e físicas desse trauma. Se a mídia compactua com esse crime sem denuncia-lo o SUL 21 faz isso e o Caraminholas da Cássia compartilha com você essa matéria.

Por Igor Natusch
Sul 21
O relatório apresentado nesta quarta-feira (13) pelo deputado estadual Jeferson Fernandes (PT), sobre o estupro de um jovem soldado em um quartel do Exército em Santa Maria, indica que o inquérito militar trata o caso como uma “luta corporal de brincadeira entre os rapazes”. O inquérito foi prorrogado por mais 30 dias, segue em sigilo e os advogados de defesa do jovem afirmam que não recebem informações oficiais.
Leia mais:
- Em sigilo, inquérito sobre estupro em quartel de Santa Maria é prorrogado
- Editorial: Moral e sigilo militar
Em nome da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, o deputado petista visitou a cidade da região central do Rio Grande do Sul no último dia 7, encontrando-se tanto com o Comando do Exército quanto com o próprio soldado vítima da agressão sexual. Fernandes apresentou um relatório sobre a visita em reunião nesta quarta na comissão.
Segundo o relatório, a tendência do inquérito é de não concluir pela violência sexual, tratando o caso como sexo consentido. O exame de corpo de delito feito no hospital militar, segundo os oficiais, teria constatado apenas uma leve lesão no ânus do soldado, insuficiente para comprovar a violência. Os militares também teriam estranhado a suposta demora da vítima em reclamar do fato – segundo eles, só houve comunicação na tarde do dia seguinte.
O soldado de 19 anos teria sido abusado sexualmente por outros quatro colegas na noite do dia 17 de maio, enquanto cumpria pena administrativa no Parque Regional de Manutenção de Santa Maria. O jovem ficou internado durante os oito dias seguintes no Hospital de Guarnição do município – em segredo e incomunicável, segundo familiares e advogados da vítima. De acordo com o general Sérgio Westphalen Etchegoyen, um dos responsáveis pelo inquérito militar, o soldado foi mantido isolado e sob guarda para preservar sua própria segurança, já que havia o temor de que tentasse suicídio.
O general Etchegoyen admitiu, no entanto, que o principal motivo para a prorrogação da investigação é receber o resultado do exame de lesões corporais feito pelo Instituto Médico Legal (IML) a pedido da família e dos advogados do jovem. Caso o exame comprove a violência sexual, a conclusão deve ser modificada – os quatro acusados seriam, então, punidos de acordo com a previsão das Forças Armadas.
Soldado violentado sofreu ameaças: “vai se ferrar”
O relato do jovem soldado, identificado no relatório com as iniciais D.P.K, difere da conclusão do inquérito militar. O jovem garante ter sido atacado pelos colegas de caserna logo após fazer uma faxina no banheiro do alojamento, parte de sua punição de 10 dias por não comparecer a uma vigília. Jogado em uma cama, foi violentado por três dos quatro soldados que o renderam, sem que nenhum colega de alojamento viesse em seu auxílio. A vítima garantiu ao parlamentar não ter desavença anterior com os agressores, sendo apenas vítima de insinuações e xingamentos relacionados à sua sexualidade.
Além de não ter recebido atendimento psicológico durante o período em que permaneceu internado, o soldado garantiu ter sofrido uma série de intimidações. Um dos soldados que fez guarda em seu quarto teria dito que o jovem ia “se ferrar” por causa da repercussão do ocorrido.
Pressionado e envergonhado, o soldado não revelou imediatamente aos pais os reais motivos de sua internação. Os pais da vítima só descobriram a agressão por meio de um amigo da família, que teria ouvido comentários sobre uma vítima de estupro internado no hospital militar de Santa Maria. Só no quinto dia de internação o pai do soldado conseguiu confirmar, em conversa com o filho, o que tinha acontecido. A mãe denunciou ao deputado Jeferson Fernandes ter sido ameaçada de prisão dentro do hospital, sob a alegação de “insubordinação contra autoridades militares dentro do quartel”.
Há risco de suicídio, diz relatório
“Há inúmeras incertezas ao analisarmos as afirmações da vítima e seus pais em contraste com o que dizem os Generais do Exército Brasileiro”, diz o deputado na conclusão do relatório. Uma das principais críticas do relatório refere-se ao modo como foram colhidas as provas materiais pela autoridade militar – o que reforça uma das críticas dos advogados do jovem, que insinuam a intenção do Exército de encobrir evidências do crime.
Um dos pedidos é para que o soldado não seja reconduzido à caserna, já que o estado emocional da vítima é de “abatimento e depressão, com assumida tendência para o suicídio”. Agora, além do acompanhamento da Assembleia gaúcha, o caso será enviado para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara e do Senado Federal. A ideia é monitorar de perto a investigação da Justiça Militar.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Somos a esperança: Somos Harry

Jovens que cresceram com o desenrolar da magia de Potter! Jovens que alimentam a esperança, o sonho e a magia. A saga não acaba por aqui!

Você Pode achar infantilidade, mas Harry não é uma simples ficção. Harry é a construção da personalidade de milhões de pessoas.
Coragem. Sem dúvida esse é o principal ensinamento que todo o fantástico conjunto da obra Potterniana passa. Unir forças para lutar contra o mal. Buscar justiça, a verdade.
O conjunto de ensinamentos são tão profundos, que faltam palavras para expressar todos. Mas Harry traz a união, a lealdade. Ele mostra que sozinho não seria nada. Mas que cada um de seus amigos foi peça chave para que o mal fosse derrotado.
O amor é a força que protegeu Harry até que ele estivesse definitivamente preparado para sua batalha final. A construção desses passos é a o crescimento, o desenvolvimento pessoal do garoto, que agora é quase um homem. O amor é a chave para o mundo! O amor é a esperança de recriar uma realidade com justiça, onde todos possam viver!
Somos Hermiones, capazes de buscar nos livros o conhecimento teórico capaz de nos auxiliar nos desafios que a vida nos impõe.
Somos Ronys, receosos. O medo é o elemento fundamental para nos proteger. Mas o elemento que estimula a coragem e a garra para enfrentar as decisões que nos colocam diariamente.
Somos Harrys, pequenos. Indefesos. Perdidos em meio a tantas informações em um mundo completamente estranho. Peças pequenas. Grãos de areia, carregados de esperança.
Somos estes três bruxinhos que juntos e com uma ajudinha de seus protetores, vamos construir uma realidade baseada no bem. Onde a exploração é o lord das trevas, que iremos derrotar!
Somos a juventude que cresceu alimentando a magia narrada nos livros e nos cinemas. Somos a esperança! A literatura trouxe para nós o sonho, acelerou nossa imaginação. Recriava os cenários tal qual como eram narrados nos livros.
Choramos com a morte de Sirius, Dumbledore, Dobby e tantos outros que eram esperanças vivas assim como Harry, Rony e Hermione.
JKR trouxe para nós a magia que estava se perdendo. A esperança e a coragem de nos fazer construir uma realidade paralela, mas extremamente semelhante  real.
A simbologia da saga liga a realidade desterritorializada da magia para a nossa realidade territorializada. Basta olhar, ler...compreender.
O FANTASTICO DESSA “FANTASIA” É A LEITURA DAS ENTRELINHAS!
Harry é critica social, é estrutura social. É política. É economia. É a luta pelo PODER!
Harry pode ser uma fantasia. Mas é a fantasia mais real que já presenciei.
Chorei lendo e assistindo e é sem crer que a saga chegou ao fim que escrevo esse texto meio doido!
A saga não acabou! Nós somos a esperança! Nós somos a magia!
NÓS SOMOS O FUTURO!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

domingo, 10 de julho de 2011

orkut - meu orkut

domingo, 3 de julho de 2011